Renda de trabalhadores rurais melhora e desemprego entre mulheres cai

Renda de trabalhadores rurais melhora e desemprego entre mulheres cai

Taxa de desocupação da população rural se manteve no patamar de 6,5% no primeiro trimestre de 2025.

A renda salarial dos trabalhadores na agropecuária avançou 5,5% no primeiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado. O salário médio de quem atua no setor saiu de R$ 2.022 para R$ 2.133 no período. A categoria considera empregados na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

É o que revela o Anuário Estatístico da Agricultura familiar, elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), publicado nesta sexta-feira (25/7), Dia Internacional da Agricultura Familiar.

O avanço de 5,5% representa um salto em relação ao acréscimo registrado no ano passado, quando a renda média havia crescido apenas 0,2% ante o primeiro trimestre de 2023. As regiões que mais contribuíram para o aumento no rendimento salarial dos trabalhadores do campo foram o Norte (+21%) e o Sul (+9,7%). O ganho no Nordeste ficou em 7,5%, seguido do Sudeste, com 1,7%. No Centro-Oeste houve queda de 7,9%, mas a região ainda possui o maior valor médio do país, de R$ 3.492. Já o menor rendimento mensal continua sendo no Nordeste, de R$ 1.081.

“Esses dados reforçam que estamos no caminho certo, na luta pela dignidade no meio rural, que passa também pela geração de renda e desenvolvimento rural sustentável. O anuário vem sendo elaborado com o objetivo de mensurar os avanços e retrocessos, como também de direcionar a atuação na proposição, monitoramento e avaliação. A Contag vem pautando os entes federativos para rever e qualificar políticas públicas para os povos do campo, da floresta e das águas”, disse Vânia Marques Pinto, presidente da Contag, em nota.

O levantamento da Contag e Dieese mostra um retrato atualizado da situação econômica e social dos trabalhadores do campo brasileiro. De acordo com o documento, o desemprego entre mulheres rurais em 2024 caiu ao menor nível desde 2015. O índice ficou em 7,6%. Já a taxa de desocupação da população rural se manteve no patamar de 6,5% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a pesquisa, o nível de instrução das mulheres acima de 15 anos que moram em zonas rurais avançou significativamente entre os anos de 2012 e 2024. O percentual das que possuem ensino superior triplicou, saindo de 2% para 6%, mas os números indicam que o índice ainda é baixo. A fatia daquelas que concluíram o ensino médio subiu de 14% para 25% no período. Ao mesmo tempo, a população feminina rural sem instrução e com menos de um ano de estudo recuou de 14% para 10%, enquanto a parcela com ensino fundamental incompleto caiu de 50% para 38%.

“Ver a profissionalização da mão de obra da mulher do campo nos deixa muito felizes. Afinal, o Censo do Brasil mostra que elas são as principais chefes de família. A Contag tem trabalhado muito no sentido de levar a essas mulheres mais formação, qualificação, inserção e outras maneiras de avançarem nessa atuação no campo”, afirma a dirigente da Contag.

De acordo com o levantamento, a população rural do Brasil é de 26 milhões de pessoas, cerca de 12% do total. A maior parte (12,7 milhões de pessoas ou 49% desse público) está no Nordeste. Mesmo assim, a população rural está em queda contínua desde 2020, quando era de 30,3 milhões de pessoas.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, o Brasil tinha, naquele ano, 3,8 milhões de estabelecimentos rurais de agricultura familiar, em 80,8 milhões de hectares. O número aponta um recuo de 11% em relação às 4,3 milhões propriedades familiares identificadas em 2006.

 

 

Fonte: Globo Rural.

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