Agronegócio brasileiro fecha 1º semestre com superávit de US$ 71,9 bilhões

A Força do Campo em Números! Com um superávit de US$ 71,9 bilhões no 1º semestre, agronegócio mostra sua potência na balança comercial. Entenda o desempenho!

Mesmo com leve recuo nas exportações, setor mantém protagonismo e representa 49% da receita total do país no período.

Na análise setorial do agronegócio, as exportações brasileiras no primeiro semestre de 2025 somaram US$ 82,1 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 10,1 bilhões, registrando um superávit de US$ 71,9 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, o superávit apresentou redução de 1,1%. Esse resultado é reflexo das exportações, que ficaram 0,2% inferiores, enquanto as importações foram 5,9% superiores a 2024. Os principais produtos importados na mesma comparação foram o cacau (319%), o óleo de palma (48%) e o trigo (3%).

Considerando as exportações totais do Brasil, o segmento do agronegócio representou 49% da receita total entre janeiro e julho, mantendo a participação do mesmo período do ano passado e dentro da média dos últimos 5 anos.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou os dados das exportações do agronegócio de junho, totalizando US$ 14,61 bilhões, valor 1,2% inferior ao mês de maio e 1,3% abaixo de junho de 2024. Com os resultados consolidados, a somatória do valor exportado no 1° semestre foi de US$ 82 Bilhões, 0,2% menor que no mesmo período do ano passado. Apesar do menor volume, o câmbio foi 13,27% acima na mesma comparação, na média de BRL 5,76/US$, o que contribuiu com a receita em reais, enquanto que, em dólares, representou o terceiro melhor semestre da história do agronegócio brasileiro.

Chama a atenção o aumento dos embarques do óleo de soja, e o maior volume exportado das proteínas animais no 1º semestre de 2025, sendo as maiores altas observadas para as carnes bovina e suína. O frango também caminhava para ser um dos destaques, no entanto, a partir de maio, os volumes caíram em consequência do caso de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul. No setor sucroenergético, como a safra do ano passado foi mais adiantada, a essa altura os volumes embarcados eram maiores, o que explica a variação negativa em relação a 2024 para açúcar e etanol.

A participação da soja no valor total exportado no semestre foi de 31%, contra 34% no 1º semestre de 2024, sendo essa redução explicada principalmente pelo aumento nos envios de carne bovina, que cresceram tanto em volume quanto em preço, ganhando 2% em participação, além de outros produtos.

Em relação aos destinos, a China segue como principal comprador de produtos do agro brasileiro, responsável por 34% do total exportado no 1º semestre de 2025. Contudo, em comparação com o mesmo período de 2024, houve redução da participação do país nas exportações nacionais, uma vez que, no 1º semestre do ano passado, a China tinha 35% de participação. Outros destinos apresentaram crescimento, como emergentes asiáticos, os Estados Unidos e também a União Europeia, indicando um aumento na diversificação dos destinos.

Em termos de receita, as exportações para a Ásia foram 2,7% menores no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, devido aos menores preços da soja. O Brasil exportou US$ 41,5 bilhões para o continente, do total exportado, cerca de 67% foram destinados à China.

Analisando os principais produtos agrícolas comprados pela União Europeia, observamos que o café verde (em grãos) foi o destaque dos produtos da cesta destinados ao bloco, sendo a Alemanha o principal comprador (30%). No total do 1° semestre 2025, o Brasil exportou US$ 12 bilhões para a União Europeia, alta de 8,6% em relação ao mesmo período do último ano.

Com relação aos embarques destinados aos Estados Unidos, apesar das tarifas impostas pelo presidente Trump em abril, no semestre os embarques para o país aumentaram consideravelmente, somando US$ 6,6 bi, alta de 20% em relação ao 1° semestre 2024, puxados principalmente pelas exportações de carne bovina, que mais que dobraram, somando 157 mil toneladas e 791 MM US$.

Tabela 01

Tabela 02

 

Fonte: Presente Rural;

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